Telemedicina: O que é e como funciona? 

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A telemedicina está revolucionando a saúde, aproximando pacientes e médicos. Conheça mais sobre essa ferramenta que sinaliza o futuro da medicina

A medicina avança de maneira impressionante, e com ela, novas formas de cuidar da saúde surgem a cada dia. Entre essas inovações, a telemedicina se destaca como uma revolução que veio para aproximar pacientes e médicos, ampliando o acesso aos cuidados de saúde. 

Médicos e pacientes estão se adaptando a essa nova forma de prestação de serviços de saúde, especialmente após a pandemia de COVID-19. De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira de Telemedicina e Telessaúde (ABT), o número de teleconsultas no Brasil cresceu 40% em 2022.

Neste artigo, mergulharemos no mundo da telemedicina, explorando o que é, como funciona e quando ela é a opção ideal. Além disso, desvendaremos os mitos sobre sua segurança e como ela tem se destacado no cenário da saúde brasileira. Boa leitura!

O que é a telemedicina?

A telemedicina é um método de atendimento que utiliza tecnologias de informação e comunicação para fornecer acompanhamento médico a longas distâncias, em situações em que a consulta presencial seria dificultada. 

Ela é usada para atendimento pré-clínico, suporte assistencial, consulta, monitoramento e diagnóstico no Sistema Único de Saúde (SUS) ou na rede privada. 

No Brasil, a prática é regulamentada desde 2002, e foi recentemente atualizada pela Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) 2.314/2022. Nela, em seu artigo 1º, define a telemedicina como:

“O exercício da medicina mediado por Tecnologias Digitais, de Informação e de Comunicação (TDICs), para fins de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças e lesões, gestão e promoção de saúde”.

Essa definição reconhece a importância da telemedicina como uma ferramenta que pode ser utilizada para diversos fins, desde a assistência médica até a educação e a pesquisa.

Sendo assim, permite que pacientes e médicos se conectem remotamente, eliminando barreiras físicas e proporcionando um acesso mais amplo aos serviços de saúde. Ela é especialmente útil em situações onde a ida a um hospital representa um risco.

No Brasil, a telemedicina ganhou destaque com a pandemia da COVID-19. Antes da crise sanitária, esse tipo de medicina já estava acontecendo no país, mas o contexto dos últimos anos acelerou sua adoção e expandiu sua utilização em larga escala.

Como funciona a telemedicina?

A telemedicina funciona por meio de uma combinação de equipamentos digitais, softwares, plataformas, Internet e especialistas qualificados. 

Utilizando plataformas de comunicação digital, é criada uma conexão entre o médico e o paciente, de forma que eles possam conversar como se estivessem frente a frente. Podem ser usados vídeos, fotografias e, até mesmo, áudios para complementar o atendimento.

As informações fornecidas pelo paciente durante o exame clínico feito a distância, combinadas com outras fontes, fundamentam o diagnóstico e a recomendação de tratamento. 

Ainda assim, a telemedicina é mais comumente usada em especialidades médicas que não exigem um exame físico completo, como consultas de rotina, aconselhamento médico, acompanhamento de doenças crônicas, saúde mental, entre outras.

Nem todos os problemas de saúde requerem exames físicos ou testes laboratoriais imediatos. Dessa forma, na teleconsulta o médico pode encaminhar os pedidos de exames. Além disso, muitos diagnósticos podem ser feitos com base em uma avaliação clínica, anamnese  e histórico do paciente.

A telemedicina é um processo avançado para monitoramento de pacientes, troca de informações médicas e análise de resultados de diferentes exames. Estes exames são avaliados e entregues de forma digital, dando apoio para a medicina tradicional.

Quando a telemedicina é indicada?

Essa ferramenta é uma excelente opção para pacientes que têm dificuldade de acesso a serviços de saúde, como aqueles em áreas remotas, idosos ou com problemas de mobilidade. E qualquer prescrição médica é assinada digitalmente, tendo validade em todo o território nacional.

Também pode ser uma alternativa para pacientes que não podem arcar com os custos de deslocamento até um consultório médico. Ou para quem não pode fazer longas viagens para consultas médicas.

A telemedicina é indicada em várias situações, incluindo:

1. Acesso limitado a cuidados de saúde;

2. Dificuldade de movimentação;

3. Transporte limitado ou ausente;

4. Situação que faça com que a consulta presencial não seja segura;

5. Quadros clínicos crônicos que necessitam de monitoramento frequente;

6. Ausência de especialista na região.

No entanto, nem todos os problemas de saúde podem ou devem ser tratados a distância. Portanto, é importante consultar um profissional para determinar se a telemedicina é a opção mais adequada para o seu caso específico.

A telemedicina é segura?

Sim, a segurança do paciente de seus dados na telemedicina é uma preocupação constante, especialmente com o crescimento desta prática durante a pandemia de COVID-19. 

A transmissão de dados médicos na telemedicina deve ser segura e protegida. Os sistemas remotos geralmente usam criptografia para garantir a segurança das informações do paciente e a conformidade com as regulamentações de privacidade de dados.

A prática da telemedicina é regulamentada em muitos países para garantir a qualidade do atendimento e a segurança do paciente. No Brasil a Resolução CFM 2.314/2022 estabelece todas as determinações que devem ser obedecidas.

Médicos que oferecem serviços de telemedicina devem cumprir as regulamentações locais e nacionais, incluindo a emissão de receitas e laudos médicos digitalmente assinados.

Aqui estão algumas maneiras de garantir a segurança na telemedicina:

1. Privacidade e proteção dos dados: Garantir o sigilo das informações dos pacientes é fundamental, seja num atendimento presencial ou a distância. As leis vigentes abordam essa questão, como a resolução 1.643/2002 e o ofício 467/2020. Além disso, a Lei Geral de Proteção de Dados estabelece diretrizes sobre como uma empresa ou organização deve tratar os dados de seus clientes.

2. Criptografia de ponta-a-ponta: A criptografia é uma tecnologia fundamental na internet que codifica uma mensagem ou informação. Assim, somente o médico e o paciente, cada um em uma ponta da comunicação, tem acesso às informações trocadas.

3. Armazenamento seguro: Proteger os dados armazenados, bem como prontuários e laudos é dever médico, fundamental para a segurança do paciente, seja no atendimento presencial, ou no remoto. 

Além disso, as ferramentas escolhidas para a telemedicina devem ter uma infraestrutura que permita comunicações seguras. Essa infraestrutura deve permitir a comunicação remota sem reduzir a segurança que os dados confidenciais recebem.

Telemedicina: uma opção de acesso à saúde

A telemedicina é um recurso atual valioso e que tem ganhado amplitude. A prática está regulamentada e é uma alternativa segura para muitos pacientes que enfrentam barreiras de acesso à assistência médica convencional.

Ela pode ser empregada em ações que contemplem o atendimento pré-clínico, de suporte assistencial, consulta, monitoramento e diagnóstico, no âmbito do SUS, saúde suplementar e privada.

Para saber mais sobre essa ferramenta, confira nosso programa Saúde da Mídia, com o Dr. Anselmo Alves (RQE 5312 / CRM 9607), responsável pelo programa de telemedicina pioneiro no Maranhão.

Dr. Anselmo Alves é especialista em Medicina de Urgência e Emergência, Terapia Intensiva e Ultrassonografia (RQE 5312 / CRM 9607). São Luís, Maranhão